terça-feira, novembro 08, 2005

Geodiversidade no contexto açoreano



A geodiversidade é o suporte fundamental para o desenvolvimento e evolução de qualquer forma de vida, incluindo a humana, e, é difícil de compreender que as questões relacionadas com a geoconservação, raramente são tratadas com o mesmo grau de profundidade que a bioconservação.
Em termos regionais ainda são poucas as entidades que estão alertadas para estas questões. No entanto, as operadoras turísticas souberam tirar benefício (algum?!) do Património Natural Açoreano, apelando fundamentalmente à apreciação da multiplicidade da herança histórica natural, utilizando o seguinte slogan: “Azores – the living Nature” (esta é uma forma evidente de valorização económica e social).
Porém, o valor intrínseco e ecológico da geodiversidade, apenas é valorizado por algumas entidades da "especialidade", nomeadamente, a Universidade dos Açores, a Agência Regional de Energia da Região Autónoma dos Açores (ARENA) e alguns projectos (GEODIVA, REIA-MAC, INTERREG III B, …).

11 comentários:

rgea disse...

A conservação da biodiversidade, não implica a conservação da geodiversidade? É possível conseguir bons índices de conservação da primeira sem a segunda?
E reciprocamente, como funciona?

Parabéns pelo blog!

Rosalina

Desambientado disse...

Será que a geodiversidade é apenas a diversidade dos habitats? Não terá ela uma função paisagística,para além de constituir uma "reserva do património geológico"? No post e tal como afirma "rge", parece haver uma fusão entre a geodiversidade e a biodiversidade. Será que a geodiversidade se afirma por si mesma, sem necessitar de recorrer à importância da biodiversidade?

Cidália disse...

Esta imagem não me é estranha........
Força com a tua Geodiversidade

Paralaxe disse...

OLá Nata,

Como sei que se preocupa com Educação Ambiental, tomei a liberdade para a informar do seguinte:

V CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Joinvile, SC: 5-8 de abril-2006

www.viberoea.org.br

Para tudo o que tem que ver com os Países Africanos, por favor contactem-me para o e-mail: brigidabrito@netcabo.pt

Obrigada
Brígida Brito
- - - - - - -
Um abraxe do Paralaxe

Fátima Silva disse...

Estou à espreita... De vez em quando passo por aqui... Aliás já deixei um comentário e tudo, mas penso que não o reconheceste. Adoraria que continuasses a desenvolver mais o teu blog.

Helena Correia disse...

Gostaria só de perguntar (rgea). E se não houver suporte geológico como se conseguem bons índices de diversidade biológica?
- "desambientado", "Será que a geodiversidade se afirma por si mesma?" Existirá vida em Marte, Mercúrio, Lua, etc? E onde está a diversidade biológica nestes planetas?

Natália de Abreu disse...

RESPOSTA - PARTE I

Relembro que no "post" anterior Kiernan refere que o conceito de geodiversidade inclui "...theirs assemblages, relationships,
properties, interpretations and systems”.

Assim, a geodiversidade é o meio de interacção da biodiversidade com as diversas formações e estruturas geológicas (assim se depreende que há uma estreita relação entre os dois conceitos aqui abordados).

Pedro "CHAVES" disse...

Olá, Nata!
Achei o blog interessante e pode ser útil a muita gente. Daqui para a frente conta comigo...

Fátima Silva disse...

Então Natália? Estamos à espera ansiosos por mais um post. Se tivesses um contador de visitas ias ficar surpreendida. Força para o proximo.

Anónimo disse...

There are other examples where natural and physical scientists have at least acknowledged and incorporated the social science value paradigm when addressing the human side of natural resource management. A recent and instructive physical science example is found in Gray (2004) who aims to raise awareness of the values of the geodiversity of the planet. A chapter of this book is devoted to discussing the value of geodiversity in terms of intrinsic, cultural, aesthetic, economic, functional, and research/educational values, and concludes with a summary table of thirty types of abiotic values.
It is noteworthy that the construct of values is integral to the argument mounted and there appears to be a clear-eyed understanding that the environmental values canvassed and discussed reside in people and “that geodiversity has no inherent diversity in itself but can have a subjective intrinsic value, that is, a human belief that a rock, landform or soil should exist for its own sake” (Gray, 2004, p. 69).

Desambientado disse...

Natália.
Quisera,
Senhor neste
Natal, ornar uma
árvore dentro do meu
coração, e nela pendurar
em vez de presentes, os nomes
de amigos. Os de longe e os de perto. Os antigos e os mais recentes. Os que vejo cada dia e os que raramente encontro. Os das
horas difíceis e os das horas alegres. Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os que sem querer magoei, ou sem querer me magoaram.Os que pouco me devem e aqueles a quem devo muito.
Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida. Que seja uma árvore de raízes muito
profundas para que seus nomes nunca sejam arrancados do
meu coração. De ramos muitos extensos para que novos nomes,
vindos de todas as partes, venham juntar-se aos existentes.
De sombras muito
agradáveis
para que a
nossa Amizade
seja um momento
de repouso
nas lutas
da Vida.

Tenho pena que tão belas palavras não sejam minhas, mas sinto-as como se o fossem. Aqui fiz meia árvore, a outra meia árvore é construída por vocês que me ajudam a a crescer no Desambientado.
Bom Natal.